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A importância do cidadão ser co-responsável do espaço público

Thamyra Thâmara

 

Espaço público como espaço de troca e de inclusão política
O terceiro dia do Preliminares aconteceu com dia de ocupação na Praça Benedito Calixto em São Paulo. A primeira mesa de debates teve como tema “Inteligências Coletivas da Ocupação do Espaço Público”, com a participação de Marcela Arruda, do Coletivo Muda, Carol Narrido, do Zatraca e o Mister do coletivo Basurama.
Carol Narrido do coletivo Zatraca, abriu a roda de debates falando do movimento ‘Boa Praça’, que tem ocupado praças na zona oeste de São Paulo. “A ação tem como objetivo não apenas ocupar, mas também revitalizar o território, repensando possíveis melhorias”, explicou Carol.
O projeto ‘Boa Praça’ surgiu da percepção de uma criança que queria fazer seu aniversário na praça da sua rua. Só que a praça não estava em bom estado, daí a ideia de fazer uma festa de aniversário, onde os presentes seriam destinados para revitalização do local. No dia da festa pessoas plantaram mudas, fizeram mosaico no espaço, reconstruíram com arte.E desde então a experiência tem sido replicada e consolidada.

 

Mister, do coletivo Basurama, pontuou que o espaço público não é apenas o espaço material, mas ele também abrange as redes da web . “Como podemos resolver problemas no espaço público, sem estar conectados com outras redes, novas metodologias de intervenção e outras comunidades”, declarou.

 


Tortura explicou um pouco do ‘Livro de Cozinha de Ocupação do Espaço Público’ , que está sendo construído de forma colaborativa. Além disso, pontou sobre o projeto de reutilização do lixo, realizado pelo coletivo, que propõe a discussão do que é lixo de fato e a ressignificação de valores a partir disso . “O lixo é uma matéria prima totalmente infinita”, afirmou.
Presente também na mesa de debates, Marcela Arruda, do Coletivo Muda, ressaltou a importância do cidadão se sentir responsável pela conservação e articulação do seu próprio território. “Infelizmente o espaço público é visto como de ninguém. Mas por que a praça não é parte da minha casa? Por que eu não posso cuidar também? “, refletiu.
Nessa segunda-feira, a ocupação da Praça Benedito Calixto, levantou uma reflexão sobre a necessidade do cidadão se constituir cada vez mais como sujeito social, sentindo-se parte integrante e participativa de seu território, bairro, país e Mundo. A roda de debates conceituou a importância de entender que o espaço público, além de ser um lugar de lazer e de encontros, é também um ambiente de ocupação política e de disputa de imaginário, parte integrante de articulação de um novo Mundo possível que vem por aí.