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Conheça um pouco do Circuito Fora do Eixo

 

 

 

Espoccianos! Conhecem o Circuito Fora do Eixo?

 

Bom, o Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida inicialmente por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Começou com uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas independentes, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota, desde então batizada de “Circuito Fora do Eixo”.
A rede cresceu desde então e aos poucos foi agregando outras frentes de trabalho como a Universidade Livre Fora do Eixo, o partido, o banco, a moeda complementar, congressos e centenas de festivais que se proliferavam em toda a rede mostraram ser possível produzir em escala auto-sustentável, pautando-se no contato direto com produtores de outros estados, coletivos, através de uma rede de informações e sob uma lógica da união de pequenos em prol de grandes ações.

 

Hoje o Circuito Fora do Eixo está em 25, das 27 unidades federativas do Brasil. O sul, o centro-oeste, o sudeste e o norte são regiões totalmente associados, já que contam com todos os estados inclusos. E ainda tem parceiros em mais de 15 países. E todo ano promove encontros e novas integrações e trocas através dos editais de vivência.

 

Um Circuito Fora do Eixo aberto para vivências

 

No período de 30 de outubro a 12 de novembro desse ano, a nossa aluna Thamyra Thâmara de Araújo foi selecionada para o edital de percurso do Circuito Mineiro de Festivais. Nesse período ela foi em Belo Horizonte participar de um vivência na Casa Fora do Eixo Minas. Olha só o que ela contou….

 

 

Em outubro fiz uma viagem para Belo Horizonte e fiquei na Casa Fora do Eixo Minas convivendo com o dia a dia frenético da casa. Apesar de todo mundo morar junto e de certa forma ser livre a forma com que cada um faz seu horário, a entrega é completa. Pude aprender como fazer uma ação sistematizada em rede para compartilhamentos e TTs de idéias e como desenvolver uma plataforma de divulgação durante um evento.

 

O primeiro festival que participei com o Circuito Mineiro, foi na cidade de São João del –Rei, uma cidade do interior de Minas, umas 3 horas e meia de BH. Chegamos para produzir, junto com o coletivo sem eira nem beira, o primeiro festival de bandas independentes na região. O festival denominado Festival Miralonge movimentou a cidade no final de semana dos dias 2,3 e 4 de novembro com muita música, dança, arte e oficinas. Pude colocar em prática as ações de midialivrismo que eu estava começando a aprender na casa Fde. E mesmo com chuva ou sol o evento encheu contando apenas com uma  divulgação boca a boca e online.

 

A minha vivência fechou com a participação no Congresso Fora do Eixo Minas. No período rolou uma série de vivências, percursos culturais, apresentações de música, artes cênicas, Mercado das Pulgas, feira de trocas e uma não-grade de programação de debates com temas como: formação livre, midialivrismo, políticas de rede e questões pertinentes às linguagens da música, artes cênicas e audiovisual.

 

A ideia do congresso era otimizar ao máximo o fluxo dos agentes culturais presentes no encontro, com um formato de encontro vivo que garantia a construção colaborativa de programação e conteúdo em tempo real.

 

Esses 14 dias de vivência serviram para abrir um novo mundo na minha cabeça, perceber que são possíveis novas metodologias de organização, de debates, de encontros, da utilização da mídia e das tecnologias de informação. E entender essas novas formas, contribui para empoderar nosso discurso, empoderar nossa causa e acima de tudo empoderar nossa comunidade.