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Lançamento da Campanha – Parque de Madureira

Domingo, 10 de novembro de 2013, Parque de Madureira, um dia comum e ensolarado como outro qualquer na vida de todos que frequentam o local. A não ser pelo que estava programado para acontecer a partir das 4 horas da tarde e se entender até o final do dia.

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O lançamento da Campanha Juventude Marcada para Viver, ato organizado pelos alunos da ESPOCC (Escola Popular de Comunicação Crítica), do Observatório de Favelas. Contou não só com a aceitação, como também com a participação dos moradores do saudoso bairro de Madureira. Bairro que historicamente tem em suas raízes questões de luta contra o racismo e a valorização não só da cultura negra em todos os seus aspectos.

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Diferentemente de um dia de lazer habitual a intenção do evento é refletir à respeito de uma juventude linda, cheia de gás e que apesar disso tudo está sendo ameaçada por números reveladores e extremamente relevantes.

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Cerca de 50 mil vidas são exterminadas por ano no Brasil. Só em Madureira moram esta mesma quantidade. Não sendo suficiente, os jovens negros também são os mais atingidos, somente no Rio de Janeiro em 2012, 1.418 jovens foram mortos, deste universo 76% são negros.

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Com a intenção de alavancar nossas ideias artistas, ativistas e pessoas que estiveram presente no dia, e que estão comprometidas com a nossa intenção de promover tais mudanças e fomentar novos diálogos e juntos termos a capacidade de promover mudanças.

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Temos como metas principais:

1 – A intervenção dos agentes de segurança pública deverá priorizar ações de inteligência e de controle do uso de armas e munições para desarticular a presença das redes criminosas armadas nos territórios populares fluminenses;

2 – A ação dos agentes de segurança pública deverá obedecer aos princípios da legalidade e da preservação da vida dos moradores das favelas e dos agentes do Estado, sendo obrigatórios a identificação dos policiais em qualquer ação e o uso de mandados judiciais individuais para o ingresso em domicílios particulares;

3- Os órgãos de segurança pública deverão editar atos normativos disciplinando o uso da força por seus agentes e definindo objetivamente a regulação ou, no limite, a proibição do uso de equipamentos, armas e munições que provoquem risco injustificado, inclusive quando se tratar do uso de equipamentos e técnicas não letais.

4- O uso de armas de fogo a partir de helicópteros policiais deverá ser proibido.

5 – A formação dos agentes de segurança pública deverá incorporar conteúdos sobre as relações raciais e geracionais visando eliminar práticas de discriminação nas abordagens policiais.

E com isso coletar assinaturas para pressionar o Governo do Estado por um compromisso público com o protocolo normativo a respeito da conduta policial.

Não fique fora desse movimento.

Assine a petição: www.jmv.org.br