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MDF em defesa da moradia digna

A Cúpula dos Povos é uma boa oportunidade para conhecer trabalhos realizados em diversas partes do Brasil por ONGs, entidades e movimentos sociais que visam melhorar a qualidade de vida da população e ajudar o planeta. Muitas dessas entidades cumprem um papel que deveria ser do poder público e fazem reivindicações para que o governo dê uma vida mais digna aos moradores de espaços populares, como é o caso do Movimento de Defesa do Favelado (MDF), que atua há mais de 30 anos em favelas da zona leste de São Paulo e tem uma grande preocupação com os problemas habitacionais enfrentados por, aproximadamente, 11 milhões de pessoas que vivem na cidade de São Paulo, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas.

Diante dessa preocupação, o MDF junto com a APOIO (Associação de Auxílio Mútuo da Região Leste) e o CCJ (Centro de Capacitação da Juventude) criaram a Campanha da Moradia Programa Urbano, que entre outras coisas, reinvindica a urbanização das favelas, a aplicação de tarifa social na implantação de energia elétrica, água e esgoto, e que imóveis vazios, abandonados ou fruto de enriquecimento ilícito seja disponibilizado para programas habitacionais que atendam famílias de baixa renda.

Além dos programas habitacionais, o Movimento de Defesa do Favelado ainda trabalha com capacitação de jovens, com uma cooperativa de catadores e com uma cooperativa formada por mulheres que fazem alimentos nutritivos a partir de restos de legumes, verduras e frutas que seriam jogados fora, inclusive, esse trabalho foi apresentado em uma das tendas da Cúpula dos Povos com direito a degustação.

Isso mostra que as favelas também podem ser um espaço de preservação do meio ambiente, diferente do que muitos pensam, como bem lembra Getúlio Mendes de Carvalho, que trabalha no Movimento de Defesa do Favelado e conta mais sobre os projetos realizados por eles e o motivo de estarem na Cúpula dos Povos.

Raquel Ximenes