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Os movimentos sociais e as mídias livres

No fim de semana foi realizado o II Fórum de Mídia Livre na UFRJ. Painéis simultâneos aconteceram no sábado e domingo, e entre eles, estava o de Movimentos Sociais, onde se debateu, entre outras coisas, sobre a produção de conteúdo e informação pela sociedade civil e como aumentar o impacto da mídia livre.

Na mesa de debate, estavam o canadense Michel Lambert, do Alternatives; o senegalês Alymana Bathily, da AMARC; Atilio Alencar, do Fora do Eixo; Sam Cyrous, que apesar do nome é brasileiro, membro do TEDX e a chilena Paulina Acevedo, do Observatorio Ciudadano. Mediando a mesa, Ivana Bentes, da ECO.

O painel porporcionou uma troca bem rica de conhecimentos e experiências sobre a mídia livre no Brasil e em todo mundo que já é capaz de criar grandes revoluções na história, como bem lembrou Sam Cyrous que falou sobre o poder das redes sociais citando os exemplos do mundo árabe, quando os protestos contra governos autoritários e ditatoriais tomaram a rede e ganharam projeção mundial, levando a sua derrubada e da eleição de Barack Obama que soube usar muito bem a internet a seu favor. Voltando aos protestos, Michel Lambert falou sobre o que vem acontecendo em Quebec, província do Canadá, e muita gente nem está sabendo. Há meses milhares de estudantes tem tomado as ruas para protestar contra ao governo que instituiu um aumento nas mensalidades das faculdades. Eles já tem apoio de professores, sindicatos, personalidades, movimentos sociais e até o Anonymous já entrou na briga invadindo os sites do governo e do ministério da Educação. A grande mídia de Quebec tem divulgado os protestos, que agora também já falam sobre corrupções no governo e problemas ambientais, de forma deturpada, tratando os manifestantes como baderneiros. E é aí que vemos o quanto a mídia alternativa é importante, é através dela que esses manifestantes tem a oportunidade de mostrar o lado deles da história e de divulgar cada vez mais suas reivindicações/o que vem acontecendo.

Sam Cyrous

Alymana Bathily faz parte de uma organização não governamental que trabalha com rádios comunitárias e ressaltou a importância de uma imprensa livre, da liberdade de expressão para todos e a igualdade de acesso à informação, seja ela através da TV, rádio, internet ou qualquer outro meio de comunicação. Já Paulina Acevedo, dentre outras coisas, falou sobre o trabalho de cidadania e interculturalidade realizado pelo Observatorio Ciudadano com os índios mapuches. O Observatorio ensinou os mapuches a produzir e editar seus próprios vídeos e hoje eles tem uma agência de comunicação onde podem criar materiais mostrando a realidade dos índios do ponto de vista deles.

Alymana Bathily

Para encerrar, o Atílio falou sobre como surgiu o Fora do Eixo e de quando eles se deram conta de que não precisavam estar nas disputadas editorias dos jornais para serem vistos e reconhecidos. Passaram a produzir o seu próprio conteúdo e gerar suas próprias narrativas, o que deu muito certo.

Raquel Ximenes

Atílio Alencar

Raquel Ximenes