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POESIA – Gabriel Gomes

Com a palavra, Gabriel Gomes:

 

Sempre me relacionei com a poesia através da vida, só demorei a descobrir ou decodificar isso. Meu contato se tornou mais direto a partir de meados de 2012, onde mergulhei na literatura poética e me apaixonei.

Gosto de escrever e enxergo na poesia uma forma de expressão muito livre e a liberdade sempre me fascinou também. Talvez seja por isso que goste de poetizar. Me sinto menos preso a padrões e posso ser eu mesmo, mesmo não sabendo ao certo quem sou.

Com o tempo surgiu uma inquietude interna junto com o desejo de construir algo em cima dessa paixão. Fundei a página Poeta Diário e mesmo não atualizando-a como ela merece atualmente, vai ser sempre meu xodó.

Minha vivência na ESPOCC foi muito importante pra criação da página como ela é: colaborativa, livre e integrada. Enquanto inicialmente pensei em algo com poemas só meus, posteriormente enxerguei que deveria ser mais generoso com o projeto. Estava completamente certo e ao falar sobre o Poeta, meus olhos ganham vida e brilham sozinhos.

Meu texto costuma ser bem autoral, acho que soa mais verdadeiro quando falo sobre o que vivencio. Embora escreva pra mim, fico contente quando elogiam meus textos. Não sei explicar, mas parece que estão falando bem da parte que considero ser a minha melhor. Nunca tive diário, mas acho que a poesia me ajuda a exorcizar meus demônios de forma serena.

Enfim, espero que os textos os toquem, positiva ou negativamente, da forma que for. Assim terei cumprido meu propósito: gente falando de gente pra gente.

 

LETRAS

 

Meu nome é Teresa, sem H e com S mesmo.

Engraçado como uma ou duas letras podem mudar tudo.

Luto vira luta, amor pode ser só ardor, um caso pode se tornar casar, pura pode ser puta e no quebra cabeça da semântica não faltam peças que se encaixem.

A cabeça muda, e se molda a moda do momento.

O coração sofre, sendo só um saco de sátiras.

A língua que se embola, é mola e rebola na boca.

O corpo responde quase morto a esse jogo torto.

Acho que vou trocar meu nome para Thereza. Quem sabe com duas letras diferentes eu inverta o sentido de mim.

 

MÁSCARA

 

E a verdade é que finjo.

Finjo que tudo é normal e banal.

Que não me espanto toda vez que me deparo com a beleza.

Que não tenho vontade de abraçar sempre que encontro alguém que amo.

Que não quero elogiar pessoas que admiro.

Que não tenho medo, as vezes, de coisas banais.

Que a vontade de chorar não existe.

Que aquele elogio não fez valer meu dia.

Que não preciso se elogios.

Que meus amigos não são muito importantes pra mim e que minha vida não teria sentido sem eles.

Que não sou uma pessoa medíocre como outra qualquer.

Que não fico embasbacado todo dia que acordo vivo nesse mundo em que nada compreendo.

Que compreendo alguma coisa.

Que nada sei fingir.