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Projetos de sucesso consideram território como potência

Thamyra Thâmara 

 

 

Nessa quarta-feira, rolou mais um encontro do Preliminares, com uma tarde de debates no MATILHA CULTURAL em São Paulo. A cada dia o encontro tem ocupado diferentes espaços dentro da cidade para conversas que abordam o midialivrismo, as ocupações urbanas, e georeferrenciamento. Dessa vez, a pauta foi a construção do Lab Ninja, projeto de formação em mídia, e teve transmissão ao vivo pela Pós Tv.

 

Presentes na roda, Mirica, representante da secretaria municipal de cultura SP, Guilherme Teixeira e Ana Flávia, integrantes do projeto Fábrica de Cultura, Pedro Markun , Ônibus Hacker, Dríade Aguiar, mídia Fora do Eixo, Felipe Castro entre outros, que pautaram a necessidade de mudar as metodologias de formação vigentes, abrindo espaço para uma formação mais colaborativa e livre.
Além de disso, foi questionado as formas tradicionais de implementação de projetos que não tem como ponto de partida o diálogo, e reforçado que projetos de sucesso consideram relações horizontais.
Durante a conversa Felipe Castro, do projeto Pratham, contou um pouco sobre a sua experiência de formação de educadores na Índia, com metodologias de ensino mais alternativas. Castro, levantou a discussão da importância de se colocar como um movimento social em vez de projeto social, “Um movimento social nasce de uma experiência mais orgânica, já o projeto social vem de cima para baixo, de fora para dentro, na maioria das vezes baseado em impressões e não em diálogo”, pontuou.
Em sua maioria, projetos de implementação na comunidade, já vem com a ‘tag’ #comunidade #carente, os projetos acabam por partir de uma narrativa hegemônica, historicamente construída, de que a periferia é lugar de carência e de que é preciso trazer algo.
Sendo assim, acaba por cair numa ideia burguesa de “vamos trazer cultura para os bárbaros”, e embasado nessa ideia muitos “catequizadores culturais” se movem. Entretanto, para um diálogo aberto, dentro da gestão e produção de projetos sociocultural, é preciso partir da premissa de que o território é sempre um lugar de potência , e que a tal ‘implementação’ que virá, deve ser na verdade uma engrenagem de provocação, reflexão e mobilização contínua de empoderamento, construído por meio da formação e produção colaborativa.